Professora é afastada após desejar violência sexual contra filhos de eleitores de Lula no Pará
Docente da rede municipal de Melgaço publicou mensagens sobre violência sexual contra crianças e pode ter contrato rescindido.

A professora Marinalva do Carmo Gomes, da rede municipal de ensino de Melgaço, no Pará, foi afastada de suas funções após divulgar mensagens nas redes sociais desejando violência sexual contra filhos de eleitores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A repercussão levou a Secretaria Municipal de Educação a iniciar um procedimento administrativo para avaliar a rescisão do contrato temporário da docente.
Caso aconteceu no interior do Pará
O episódio ocorreu em Melgaço, município localizado no arquipélago do Marajó, no Pará. O afastamento foi confirmado em 27 de outubro de 2026, após capturas de tela das publicações começarem a circular e provocar indignação.
Marinalva atuava na Escola Municipal de Ensino Fundamental Gervásio Bandeira.
Mensagens geraram indignação
As publicações, atribuídas a status do WhatsApp da professora, continham manifestações de violência sexual contra crianças em razão da preferência política de seus pais.
Em uma das mensagens, a docente teria desejado que filhos de eleitores de Lula fossem vítimas de estupro. O conteúdo rapidamente gerou críticas pela gravidade das declarações, especialmente por partir de uma profissional responsável pela educação de crianças.
Escola e sindicato condenam declarações
A Secretaria Municipal de Educação repudiou as manifestações e confirmou o afastamento. O secretário Flávio Viegas informou que a administração também iniciou os procedimentos para uma possível rescisão contratual.
A Escola Gervásio Bandeira e o Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Pará (Sintepp), em Melgaço, também se manifestaram contra as publicações, defendendo a proteção das crianças e a apuração do episódio.

Após a repercussão, Marinalva divulgou um pedido público de desculpas. Ela reconheceu que suas palavras foram inadequadas, demonstrou arrependimento e afirmou que terá mais cuidado com suas manifestações.
Intolerância política e proteção das crianças
O caso chama atenção para os limites entre a manifestação de opiniões políticas e declarações que incentivam a violência, especialmente quando envolvem crianças e adolescentes.
Além da gravidade do conteúdo, a situação ganhou repercussão por envolver uma professora da rede pública, cuja atuação profissional está diretamente ligada à formação e à proteção de estudantes.
A divergência política não justifica ameaças ou manifestações de violência contra crianças, independentemente da posição partidária de seus familiares.
Contrato pode ser rescindido
Embora o afastamento tenha sido confirmado, a eventual rescisão do contrato temporário depende dos procedimentos administrativos iniciados pela Secretaria Municipal de Educação.
Até as informações disponíveis em 29 de outubro, não havia confirmação de que o encerramento do vínculo tivesse sido concluído.
O pedido de desculpas da professora não interrompe automaticamente a apuração administrativa.
Este café foi servido com informações do Estado do Pará Online, Metrópoles e Ponto de Pauta.
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