Após críticas na campanha, Caiado decide apoiar Flávio Bolsonaro
Governador fará anúncio oficial nesta terça-feira, em Goiânia, enquanto a direção nacional do PSD libera seus filiados para escolher entre Flávio Bolsonaro e Lula.

Ronaldo Caiado decidiu apoiar Flávio Bolsonaro no segundo turno da eleição presidencial. O anúncio oficial será feito nesta terça-feira (6), em Goiânia, depois de uma campanha em que o governador de Goiás fez críticas ao candidato do PL e tentou se apresentar como uma alternativa dentro do campo da direita.
Anúncio marcado em Goiânia
O encontro está previsto para acontecer em Goiânia e deve contar com a presença de Flávio Bolsonaro e do governador de Goiás, Daniel Vilela. Depois da reunião, a expectativa é de que Caiado faça uma declaração pública e participe de uma entrevista coletiva.
O que Caiado quer levar para a mesa
Caiado afirmou que pretende entregar a Flávio Bolsonaro um documento com propostas em comum entre os dois programas de governo. Entre os temas citados estão segurança pública, saúde e inteligência artificial.
PSD escolhe a neutralidade
Apesar da decisão de Caiado, o PSD não seguirá oficialmente o mesmo caminho. A direção nacional do partido anunciou neutralidade no segundo turno e liberou suas lideranças, diretórios, parlamentares, filiados e militantes para escolher entre Flávio Bolsonaro e Lula.
Na prática, isso permite que Caiado declare apoio ao candidato do PL sem que a decisão represente um posicionamento formal de todo o partido.
Os votos de Caiado entram na conta
Caiado terminou o primeiro turno em quinto lugar, com cerca de 2,6 milhões de votos. Em uma disputa apertada entre Flávio Bolsonaro e Lula, esse eleitorado ganha importância política e ajuda a explicar o interesse em transformar o apoio em um gesto público de campanha.
Santa Catarina já apontava esse caminho
Dentro do PSD, Santa Catarina já havia mostrado sinais de aproximação com Flávio Bolsonaro antes mesmo da definição nacional sobre o segundo turno.
Lideranças do partido no estado fizeram movimentos em direção ao candidato do PL ainda durante a campanha, reforçando a divisão interna entre setores mais próximos de Lula, grupos que preferem a neutralidade e nomes alinhados à direita.
O que muda no segundo turno
O apoio de Caiado reforça a tentativa de concentrar o eleitorado de direita em torno de Flávio Bolsonaro na reta final da eleição. Ao mesmo tempo, a neutralidade do PSD mantém o partido fora de uma adesão institucional a qualquer uma das duas candidaturas.
O movimento também chama atenção pela mudança de tom de Caiado, que passou boa parte da campanha como adversário de Flávio e agora decide apoiá-lo na disputa contra Lula.
Este café foi servido com informações da Folha de S.Paulo, CNN Brasil, SBT News, Agência Brasil e Estadão/Broadcast via UOL.
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