Saúde Pública

Lula anuncia canetas emagrecedoras gratuitas pelo SUS

Medida ainda não tem data para começar e dependerá de regras definidas pelo Ministério da Saúde.

Redação Café News 18 de setembro de 2026

Foto: Imagem gerada por inteligência artificial para ilustrar a matéria.
Foto: Imagem gerada por inteligência artificial para ilustrar a matéria.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou que as chamadas canetas emagrecedoras serão oferecidas gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A proposta é incorporar os medicamentos ao tratamento da obesidade na rede pública, com acompanhamento médico e critérios que ainda serão definidos pelo Ministério da Saúde.

Anúncio em Minas

O tema ganhou destaque na quinta-feira (17), durante agenda de Lula e do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, em Montes Claros, Minas Gerais. Os dois visitaram o novo complexo industrial da Eurofarma, onde o governo também destacou ações para ampliar a produção nacional de medicamentos.

Segundo o Ministério da Saúde, a futura oferta das canetas deverá ocorrer de forma responsável e baseada em estudos. O governo ainda trabalha na elaboração do protocolo clínico que vai orientar a utilização dos medicamentos no SUS.

Ainda não começou

Apesar do anúncio, as canetas emagrecedoras ainda não são oferecidas de forma ampla pelo SUS. O Ministério da Saúde avalia como esses medicamentos poderão ser incorporados à rede pública e quais pacientes poderão receber o tratamento.

A pasta afirma que a proposta não é tratar as canetas como uma solução estética. O foco será o atendimento de pessoas com obesidade e outras condições de saúde associadas, sempre com indicação e acompanhamento médico.

Quem poderá receber

Entre os grupos avaliados pelo Ministério da Saúde estão pacientes com obesidade grave, pessoas que aguardam cirurgia bariátrica e pacientes com doenças associadas à obesidade.

O governo também estuda possíveis benefícios dos medicamentos em pessoas com problemas cardiovasculares e em outros grupos específicos. Os critérios definitivos, no entanto, ainda dependem dos resultados dos estudos e da elaboração do protocolo nacional.

Teste antes da expansão

Um dos estudos em andamento é o Real-Bari, desenvolvido pelo Ministério da Saúde em parceria com o Grupo Hospitalar Conceição, em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul.

O protocolo utiliza semaglutida em pacientes com obesidade grave ou associada a outras doenças e prevê o acompanhamento de 250 pessoas atendidas pelo SUS. A pesquisa avalia aspectos clínicos, operacionais e econômicos do tratamento, além da possibilidade de reduzir a necessidade de cirurgia bariátrica em determinados pacientes.

O Ministério da Saúde informou que o primeiro paciente participante do estudo já apresentou redução de peso e de circunferência corporal durante o acompanhamento.

Mais opções no mercado

Segundo o Ministério da Saúde, o Brasil conta atualmente com 14 medicamentos registrados para o tratamento da obesidade dentro dessa classe. A estratégia do governo também envolve estimular a produção nacional e ampliar a concorrência entre fabricantes.

A pasta afirma que a entrada de novos produtos no mercado já contribuiu para reduzir os preços das canetas. A semaglutida também está entre os medicamentos analisados para uma possível incorporação ao SUS.

O que falta definir

Antes de uma distribuição nacional, o governo ainda precisa concluir as avaliações, estabelecer o protocolo clínico e definir quais pacientes terão direito aos medicamentos.

Até o momento, não foi anunciada uma data para o início da oferta das canetas emagrecedoras em todo o país. Também não há uma regra nacional definitiva sobre como será o acesso ao tratamento na rede pública.

Este café foi servido com informações do Ministério da Saúde.

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