Feira de BC

Feira dos Pioneiros estreia com sucesso e reforça expansão das feiras em Balneário Camboriú

Primeira edição reuniu centenas de pessoas, cerca de 20 feirantes e marcou mais um passo no projeto de descentralização das feiras da cidade.

Tihh Gonçalves 06 de setembro de 2026

Foto: Divulgação
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A primeira edição da Feira do Bairro dos Pioneiros começou com o pé direito. Centenas de pessoas passaram pela Praça Valmor Manoel Germano Corrêa neste domingo (6), em um dia marcado por artesanato, gastronomia, convivência e movimento na Região Norte de Balneário Camboriú.

Cerca de 20 feirantes participaram da estreia, realizada das 9h às 17h. A edição teve caráter experimental e faz parte do projeto da Fundação Cultural de ampliar e descentralizar as feiras do município.

Uma nova feira para os Pioneiros

A feira ocupou a praça localizada na Avenida do Estado Dalmo Vieira, esquina com a Avenida Osmar de Souza Nunes, espaço entregue pela Prefeitura em março após uma requalificação da região.

Desde a inauguração, moradores já pediam que o local recebesse uma feira. A primeira edição colocou essa ideia em prática e ajudou a transformar a praça em um novo ponto de encontro para quem vive no bairro.

Morador dos Pioneiros, Jeferson Fajardo acompanhou a estreia e destacou justamente essa nova ocupação do espaço.

“A praça estava praticamente abandonada. Ela foi reformada e, a partir disso, a gente começou a utilizá-la mais. Só a população utilizar a praça ainda é pouco. Então, a feira aqui vai fazer com que nós utilizemos algo que é nosso. Acho muito importante e espero que a feira permaneça aqui por muito tempo”, contou.

O bairro abraçou a ideia

Além do movimento de público, a estreia mostrou força também nos resultados apresentados pela organização.

Ed Rocha Jr., diretor-geral da Fundação Cultural de Balneário Camboriú, destacou o desempenho da estreia: mesmo com apenas 40% do número de feirantes de uma edição típica da Feira da Orla, a Feira dos Pioneiros alcançou cerca de 61% do faturamento médio das últimas edições monitoradas da Orla.

Para ele, os números mostram que a estratégia de levar as feiras para diferentes regiões da cidade começa a apresentar resultados.

Foto: Divulgação
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“É assim que uma cidade que valoriza as feiras faz. Hoje demos mais um passo para tornar Balneário Camboriú referência no Sul do Brasil na realização e valorização das feiras.”

Resultado que vai além das vendas

Na avaliação de Ed Rocha Jr., a expansão das feiras também começa a criar um movimento de procura das próprias comunidades por novos espaços desse tipo.

“Desde o início da gestão da prefeita Juliana Pavan, assumimos o compromisso de profissionalizar, fortalecer e expandir nossas feiras. E hoje começamos a colher um resultado que vai muito além das vendas: são as próprias comunidades e os bairros pedindo novas feiras e reconhecendo esses espaços como lugares de convivência, cultura, geração de renda e ocupação da cidade.”

A prefeita Juliana Pavan também acompanhou a primeira edição e destacou a expansão como um compromisso da gestão.

“A expansão das feiras foi uma meta do nosso governo desde o dia em que assumimos a gestão. Hoje, nesta primeira edição no Bairro dos Pioneiros, vejo que estamos cumprindo nosso compromisso de valorizar a cultura e as raízes de Balneário Camboriú. Agora estamos atendendo toda a Região Norte, movimentando ainda mais essa região e valorizando os nossos feirantes, que estão produzindo e trabalhando. E hoje está todo mundo aqui aproveitando, inclusive eu”, afirmou.

Mais espaço para quem vive das feiras

A descentralização também amplia as possibilidades para os trabalhadores que participam desses eventos.

Segundo o presidente da Associação dos Feirantes de Balneário Camboriú, Celso Ferreira, a cidade reúne atualmente mais de 120 feirantes e uma cadeia de trabalho que envolve mais de 300 pessoas.

“Isso significa oportunidade de trabalho e renda para os feirantes. Hoje, em Balneário Camboriú, temos mais de 120 feirantes, e isso envolve uma cadeia de trabalho de mais de 300 pessoas. Então, essa ação da Prefeitura, de descentralização das feiras e de levá-las para os bairros, gera mais oportunidades para o feirante”, destacou.

Foto: Divulgação
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Uma ideia que nasceu no bairro

De acordo com Ed Rocha Jr., a implantação da feira também nasceu de uma demanda da própria comunidade dos Pioneiros, apresentada pela vereadora Jade Martins, que, segundo ele, teve papel fundamental na construção e implantação do projeto.

A estreia soma mais um capítulo ao trabalho de expansão das feiras promovido pela Fundação Cultural. Balneário Camboriú conta atualmente com quatro feiras fixas, além das ações realizadas durante a temporada e das experiências de descentralização em outros pontos da cidade.

Feiras cada vez mais perto dos bairros

Hoje, a cidade mantém quatro feiras fixas organizadas pela Fundação Cultural:

  • Feira da Cultura: aos sábados, das 9h às 15h, na Praça da Bíblia.
  • Feira da Rua 200: aos sábados e às quartas-feiras, das 7h às 12h, no Boulevard Rua 200, na lateral do Teatro Municipal Bruno Nitz.
  • Feira da Barra: aos domingos, das 10h às 16h, na Praça do Pescador, no Bairro da Barra.
  • Feira da Orla: às quartas-feiras, das 14h às 22h, no trecho revitalizado do calçadão da Praia Central, entre as ruas 4400 e 4600, na Barra Sul.

Como parte do projeto de descentralização, a Fundação Cultural também realiza, em caráter experimental, uma feira aos domingos na Praça da Bíblia, das 11h às 17h.

Nos Pioneiros, a primeira edição deixa um resultado positivo e reforça a proposta de levar cultura, geração de renda e convivência para mais regiões de Balneário Camboriú.

Como resumiu Ed Rocha Jr. na publicação após a estreia:

“Não estamos SÓ fazendo feira. Estamos construindo uma política de cidade.”

E, no fim das contas, quem ganha com esse movimento é Balneário Camboriú inteira.

Quem serviu esse café?

Tihh Gonçalves
Tihh Gonçalves

É jornalista no Café News. Serve histórias como café: com calma, no filtro e com o gosto real das coisas. Deixa a pauta decantar antes de escrever, porque acredita que a cultura precisa de tempo, escuta e um olhar menos apressado. Acompanha no fogo baixo e publica quando ferve (e só se valer a pena).

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