Pesca artesanal

Pescadores cobram diálogo e mais segurança para a atividade em Balneário Camboriú

Vereadora Ciça Müller visitou ranchos de pesca durante a safra da tainha e ouviu demandas da pesca artesanal.

Redação Café News 11 de junho de 2026

Foto: Divulgação
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Na quinta-feira (11/6), a vereadora Ciça Müller (PDT) visitou os ranchos de pesca das praias do Estaleirinho, Taquaras, Taquarinhas e Laranjeiras, além dos três ranchos da Praia Central, em Balneário Camboriú, para acompanhar de perto a rotina dos trabalhadores durante a safra da tainha. A agenda teve como objetivo ouvir as demandas da categoria e compreender os impactos das recentes restrições impostas à atividade pesqueira.

Durante o encontro, os pescadores relataram preocupação com a insegurança gerada pelas normas que regulamentam a captura da tainha e criticaram ações de fiscalização que resultaram na apreensão de pescado. Segundo eles, a situação tem provocado prejuízos econômicos e insegurança para famílias que dependem da pesca artesanal como principal fonte de renda.

Trabalho e sobrevivência

Os trabalhadores defenderam que a atividade não deve ser tratada como uma disputa política, mas como uma questão de sobrevivência das comunidades tradicionais.

Isso não é uma questão de direita ou de esquerda. É uma questão de trabalho. Nós dependemos da pesca para sustentar nossas famílias e precisamos de regras claras para continuar exercendo nossa atividade

Outro ponto levantado foi a necessidade de ampliar o diálogo entre as autoridades e quem vive a realidade do mar diariamente. Na avaliação dos pescadores, as decisões relacionadas à atividade pesqueira devem considerar a experiência acumulada pelas comunidades tradicionais, que acompanham de perto os ciclos da pesca e as condições ambientais da região.

Regras e fiscalização

Segundo os pescadores, é fundamental que os órgãos responsáveis estejam mais próximos da pesca artesanal e compreendam que o litoral norte tem sido prejudicado. Eles alegam também que parte das tainhas que deixam de ser capturadas pelas redes de arrasto na praia acaba sendo pescada durante a madrugada por embarcações que atuam próximas aos costões.

Foto: Divulgação
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Durante a conversa, também foram feitos questionamentos sobre os critérios utilizados para estabelecer cotas e restrições à captura da tainha. Alguns pescadores afirmaram ter observado uma grande presença da espécie ao longo do último ano, defendendo que os estudos e levantamentos que embasam as decisões sejam amplamente debatidos com a categoria.

Na avaliação deles, é importante ampliar a transparência sobre os dados utilizados pelos órgãos de gestão pesqueira e pelas instituições de pesquisa.

Diálogo permanente

Para Ciça Müller, é fundamental que os órgãos competentes mantenham um canal permanente de diálogo com os pescadores, buscando equilíbrio entre a preservação ambiental e a manutenção da atividade econômica e cultural.

A vereadora destacou que a pesca artesanal representa muito mais do que uma fonte de renda e faz parte da identidade histórica das comunidades das praias agrestes.

Os pescadores merecem ser ouvidos. Estamos falando de famílias que preservam uma tradição centenária e que contribuem para a cultura e para a economia da nossa cidade. Precisamos construir soluções que conciliem a preservação ambiental com o direito ao trabalho e a valorização da pesca artesanal

Este café foi servido com informações do jornalista Rodrigo Ferreira.

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