El Niño é confirmado e Santa Catarina já se prepara para o pior cenário climático dos próximos meses
Defesa Civil reforça monitoramento após confirmação do fenômeno, que pode estar entre os mais intensos registrados desde 1950.

O El Niño foi oficialmente confirmado nesta quinta-feira (11) e já colocou Santa Catarina em estado de atenção. A confirmação foi feita pela Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA), enquanto a Defesa Civil catarinense reforçou o monitoramento e as ações preventivas em todo o estado.
O fenômeno que acendeu o sinal amarelo
A confirmação aconteceu após o aquecimento das águas do Oceano Pacífico Equatorial ultrapassar 0,5°C acima da média. Segundo a NOAA, existe 63% de chance de o fenômeno atingir intensidade muito forte nos próximos meses, com possibilidade de entrar para a lista dos episódios mais intensos observados desde 1950.
O que pode acontecer em Santa Catarina
Historicamente, o El Niño aumenta a frequência e o volume das chuvas no Sul do Brasil. Em Santa Catarina, isso pode elevar o risco de inundações, enxurradas e deslizamentos, principalmente durante a primavera, período que já costuma registrar volumes elevados de precipitação.
Apesar da confirmação do fenômeno, os meteorologistas destacam que ainda é cedo para determinar exatamente como os impactos serão sentidos em cada região do estado.
O estado já está se preparando
Diante do cenário, o Governo de Santa Catarina ampliou as ações de prevenção. O Decreto nº 1.530, publicado em maio, estabeleceu estado de alerta climático e permite medidas antecipadas, como posicionamento estratégico de equipes, contratação preventiva de equipamentos e reforço da estrutura de resposta.
A Operação Primavera 2026 também mobiliza os 295 municípios catarinenses com ações como limpeza de córregos, vistorias em áreas de risco, simulados de evacuação e atualização dos planos de contingência.
A lembrança que ninguém esqueceu
O último episódio de El Niño deixou marcas recentes na memória dos catarinenses. Em 2023, chuvas intensas provocaram transtornos em diversas regiões do estado. Já em 2024, eventos extremos seguiram ocorrendo no Sul do Brasil, mostrando que a janela de risco do fenômeno pode se estender para além do pico oceânico.
Por isso, mesmo sem uma previsão definitiva sobre os impactos locais, a Defesa Civil trata o cenário com cautela.
Os próximos meses serão decisivos
As previsões indicam que o fenômeno deve ganhar força gradualmente ao longo dos próximos meses. O pico é esperado entre a primavera e o verão, mas os efeitos podem se estender até o outono de 2027.
Os especialistas ressaltam que a intensidade dos impactos dependerá não apenas do aquecimento do oceano, mas também da resposta da atmosfera ao fenômeno.
O que a população deve fazer agora
A orientação é acompanhar os alertas oficiais da Defesa Civil e manter atenção especial durante períodos de chuva intensa. O estado disponibiliza avisos por SMS, WhatsApp e pelo sistema Defesa Civil Alerta.
Também é recomendado que as famílias tenham um plano de emergência e conheçam os riscos existentes nas regiões onde moram.
Em situações de chuva intensa, a Defesa Civil orienta que a população não transite por áreas alagadas, seja a pé ou de veículo. Em caso de sinais de deslizamentos, como fendas no solo, muros estufados ou árvores com inclinação anormal, a orientação é acionar a Defesa Civil pelo telefone 199.
O fenômeno ainda nem chegou ao pico
Embora o El Niño já tenha sido confirmado, os meses mais importantes para entender seu comportamento ainda estão por vir. A expectativa é que a primavera revele se Santa Catarina enfrentará apenas um período mais chuvoso ou um dos episódios climáticos mais marcantes das últimas décadas.
Este café foi servido com informações da Defesa Civil de Santa Catarina.
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