Antes de acender a fogueira, bombeiros pedem atenção a regras de segurança em Santa Catarina
Além dos fogos de artifício, fogueiras também estão entre as principais causas de acidentes nesta época do ano.

Símbolo das festas juninas, a fogueira ajuda a reunir famílias e amigos nos arraiás espalhados pelo país. Mas junto com a tradição, também cresce o número de acidentes. Por isso, o Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina (CBMSC) está reforçando orientações para que as comemorações aconteçam com segurança.
Números que acenderam o alerta
Segundo a Sociedade Brasileira de Queimaduras, uma pessoa sofre queimadura a cada 32 segundos no Brasil. São cerca de 1 milhão de casos por ano e aproximadamente 3 mil mortes decorrentes dessas lesões.
Em Santa Catarina, os registros envolvendo fogueiras também aumentaram. Foram 31 ocorrências atendidas pelo CBMSC em 2023, 33 em 2024 e 50 em 2025. O crescimento foi de 61% em apenas dois anos.
A distância que faz diferença
Uma das principais orientações dos bombeiros envolve o local escolhido para a fogueira. A recomendação é que ela fique afastada de construções, vegetação, redes elétricas e materiais inflamáveis.
A regra é simples: a distância mínima deve ser equivalente a uma vez e meia a altura da própria fogueira. Na prática, uma fogueira de dois metros precisa de pelo menos três metros livres ao redor.
Erros comuns que aumentam os riscos
De acordo com o comandante-geral do CBMSC, coronel Fabiano de Souza, os acidentes provocados por fogueiras costumam ser mais frequentes do que muitas pessoas imaginam.
Os fogos de artifício costumam dominar o noticiário sobre acidentes juninos, mas a fogueira, mais doméstica e culturalmente naturalizada, produz um tipo de acidente menos espetacular e mais frequente.
Entre os erros mais comuns estão o uso de álcool ou outros líquidos inflamáveis para acender o fogo, jogar rojões e bombinhas dentro da fogueira e iniciar a queima pela base da pilha de madeira, o que pode espalhar brasas e dificultar o controle das chamas.
Cuidados para curtir a festa sem sustos
- Colocar areia entre o solo e a madeira antes de montar a fogueira;
- Manter água ou areia por perto para emergências;
- Evitar acender fogueiras em dias de vento forte;
- Manter crianças e animais afastados e supervisionados;
- Não utilizar roupas largas ou tecidos sintéticos próximos ao fogo;
- Nunca utilizar álcool, gasolina, querosene ou outros líquidos inflamáveis;
- Não acender fogueiras após o consumo de bebidas alcoólicas.
O perigo que continua depois da festa
Mesmo quando parece apagada, a fogueira ainda pode representar riscos. Brasas escondidas sob as cinzas podem permanecer quentes por horas e provocar novos focos de incêndio.
Por isso, a orientação é jogar bastante água sobre toda a madeira queimada, mexer as cinzas e repetir o processo até que não haja mais fumaça, calor ou estalos.
Tradição que pede responsabilidade
As festas juninas fazem parte da cultura brasileira e seguem reunindo milhares de pessoas em celebrações por todo o estado. Para o Corpo de Bombeiros, manter os cuidados básicos é a melhor forma de garantir que a tradição continue sendo motivo de alegria e não de preocupação.
Este café foi servido com informações do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina (CBMSC).
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