Direitos Trabalhistas

Quem são os deputados de SC que votaram contra o fim da escala 6x1

Enquanto a PEC ganhou apoio da maioria na comissão especial da Câmara, dois deputados de Santa Catarina votaram contra a redução da jornada de trabalho.

Tihh Gonçalves 28 de maio de 2026

Foto: Reprodução / Arte final composta com recursos de IA.
Foto: Reprodução / Arte final composta com recursos de IA.

A comissão especial da Câmara dos Deputados aprovou nesta semana a PEC que prevê o fim da escala 6x1 e reduz a jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas, sem redução salarial.

A proposta avançou com apoio da maioria dos parlamentares, mas teve votos contrários de deputados de Santa Catarina.

Os nomes de SC que ficaram contra

Os deputados federais Júlia Zanatta (PL-SC) e Gilson Marques (Novo-SC) votaram contra a proposta durante a sessão da comissão especial.

Além deles, também votaram contra os deputados Maurício Marcon (PL-RS) e Osmar Terra (PL-RS).

Os parlamentares que rejeitaram a PEC argumentaram que a mudança pode gerar impactos econômicos para empresas e setores produtivos.

A mudança que mexe na rotina do trabalhador

A proposta aprovada prevê uma redução gradual da jornada.

Pelo texto apresentado pelo relator Leo Prates (Republicanos-BA), a carga horária passaria inicialmente para 42 horas semanais, 60 dias após a promulgação.

Depois de 12 meses, a jornada cairia para 40 horas semanais.

A PEC também acaba com a escala 6x1, modelo em que o trabalhador atua durante seis dias seguidos e tem apenas um dia de folga.

O debate que ganhou o país

Nos últimos meses, o tema passou a dominar discussões nas redes sociais e em movimentos trabalhistas.

O debate envolve qualidade de vida, saúde mental, exaustão profissional e equilíbrio entre trabalho e descanso.

A votação também aumentou a pressão política sobre deputados que se posicionaram contra a proposta, principalmente em estados onde o tema ganhou forte apoio popular.

Ainda falta uma longa caminhada

Apesar da aprovação na comissão especial, a PEC ainda não virou lei.

O texto precisa passar por duas votações no plenário da Câmara dos Deputados e precisa de pelo menos 308 votos favoráveis antes de seguir para análise do Senado Federal.

Até lá, a tendência é que a pressão popular sobre os parlamentares aumente ainda mais.

Este café foi servido com informações de Conecta SC News, Brasil 247 e Metrópoles.

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Tihh Gonçalves
Tihh Gonçalves

É jornalista no Café News. Serve histórias como café: com calma, no filtro e com o gosto real das coisas. Deixa a pauta decantar antes de escrever, porque acredita que a cultura precisa de tempo, escuta e um olhar menos apressado. Acompanha no fogo baixo e publica quando ferve (e só se valer a pena).

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