Cultura Pesqueira

Festa da Tainha é reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial de Balneário Camboriú

Reconhecimento histórico valoriza cultura pesqueira e tradições do Estaleiro.

Redação Café News 28 de maio de 2026

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Na terça-feira (26/5), durante a sessão ordinária da Câmara de Vereadores de Balneário Camboriú, foi aprovada a redação final do projeto de lei que declara a Festa da Tainha como Patrimônio Cultural Imaterial do município. A proposta é de autoria da vereadora Ciça Müller (PDT) e do vereador licenciado Bola Pereira (PSD), e agora aguarda sanção da prefeita Juliana Pavan.

O texto reconhece oficialmente a Festa da Tainha, promovida pela Prefeitura Municipal, por meio da Fundação Cultural, em parceria com a Associação dos Moradores do Estaleiro (AME), como uma manifestação cultural tradicional vinculada à pesca artesanal da tainha e à identidade das comunidades tradicionais de pescadores do município, especialmente do Bairro Estaleiro.

Tradição que vem do mar

Mais do que uma celebração gastronômica, a Festa da Tainha representa um importante símbolo da memória coletiva das comunidades pesqueiras das Praias Agrestes. O evento preserva costumes, saberes e práticas transmitidas entre gerações, fortalecendo a relação histórica entre os moradores e a atividade da pesca artesanal, uma das tradições mais marcantes da cultura litorânea de Balneário Camboriú.

A redação final estabelece que integram o conteúdo cultural e simbólico da festividade a valorização da pesca artesanal e de seus ciclos tradicionais, a gastronomia típica baseada na tainha e em frutos do mar, além de manifestações folclóricas como o Terno de Reis, o Boi de Mamão, danças típicas e outras expressões da cultura popular balneocamboriuense.

O projeto também contempla apresentações musicais relacionadas à tradição litorânea local, exposições de canoas, redes, ranchos e utensílios ligados à pesca artesanal, além de ações educativas voltadas à preservação do patrimônio cultural, ambiental e histórico.

Economia criativa e turismo cultural

Outro ponto destacado na proposta é o incentivo à economia criativa, incluindo feirantes, o artesanato tradicional, a produção cultural local, o turismo cultural e outras atividades sustentáveis relacionadas à Festa da Tainha, fortalecendo a integração comunitária e o turismo cultural sustentável.

A iniciativa amplia o reconhecimento já concedido à pesca artesanal da tainha, declarada Patrimônio Cultural Imaterial do município em 2019, reforçando não apenas a importância da atividade pesqueira, mas também das formas de celebração, convivência comunitária e valorização cultural construídas em torno dessa tradição.

Reconhecimento das raízes

A vereadora Ciça Müller destacou a importância do reconhecimento oficial da festividade para a preservação da memória e das tradições locais.

A Festa da Tainha faz parte da história de Balneário Camboriú e representa o trabalho, a cultura e os saberes das famílias que mantêm viva a tradição da pesca artesanal. Esse reconhecimento fortalece a preservação das nossas raízes e valoriza a cultura popular das Praias Agrestes, afirmou.

Segundo a parlamentar, o reconhecimento institucional também contribui para garantir que as futuras gerações mantenham viva a conexão com as tradições culturais do município.

Preservar a Festa da Tainha é preservar a identidade do nosso povo e valorizar quem ajudou a construir a história das comunidades pesqueiras de Balneário Camboriú, completou.

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