Proteção às mulheres

Vereadora Anna Carolina cobra dados sobre uso do “Alerta Mulher” em Itajaí

Botão do pânico é utilizado por mulheres com medidas protetivas.

Redação Café News 08 de abril de 2026

Foto: Davi Spuldaro / Câmara de Vereadores de Itajaí
Foto: Davi Spuldaro / Câmara de Vereadores de Itajaí

A vereadora Anna Carolina Martins (Republicanos) aprovou na Câmara de Vereadores de Itajaí um requerimento que solicita informações detalhadas ao Poder Executivo sobre o funcionamento do serviço “Alerta Mulher”, disponível no aplicativo Conectaí.

A ferramenta permite que mulheres com medidas protetivas acionem a Guarda Municipal em situações de risco, enviando a localização em tempo real para atendimento imediato. O aplicativo é gratuito, tanto para as usuárias quanto para o Município. No entanto, a parlamentar quer saber se o sistema está sendo de fato utilizado, se tem recebido cadastros e se está sendo devidamente divulgado.

O que a vereadora quer saber

Entre os questionamentos estão o número de acionamentos realizados desde a implementação do serviço, quantos atendimentos resultaram no deslocamento da Guarda Municipal e quantos culminaram em prisões por descumprimento de medidas protetivas.

O requerimento também solicita informações sobre o tempo médio de resposta das equipes, a existência de integração com o Poder Judiciário para validação das medidas protetivas, além das ações de divulgação da ferramenta para mulheres em situação de vulnerabilidade.

Outro ponto abordado é a capacitação dos agentes que atendem essas ocorrências, bem como possíveis falhas técnicas no aplicativo e o fluxo completo de atendimento após o acionamento.

Fiscalização do serviço

Para a vereadora, a iniciativa é fundamental para garantir que o serviço cumpra seu papel de proteger vidas.

“O ‘Alerta Mulher’ é uma ferramenta importante, que pode salvar vidas. Mas, para isso, precisa funcionar com agilidade, ser conhecida por quem precisa e ter um atendimento preparado e humanizado”, destaca.

Segundo Anna Carolina, o objetivo é avaliar a efetividade do serviço e identificar possíveis melhorias.

“Nosso papel é fiscalizar e garantir que políticas públicas como essa cheguem de forma eficiente até quem mais precisa”, completa.

Este café foi servido com informações da jornalista Soraya Bogarim.

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