Praça sensorial

Vereador de Camboriú busca implantar praça sensorial após visita a projeto referência em Palhoça

Proposta prevê espaço inclusivo para crianças com autismo e TDAH e já foi protocolada na Câmara.

Redação Café News 17 de abril de 2026

Foto: Divulgação
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O vereador Victor Piccoli (PDT), de Camboriú, visitou na manhã da última quinta-feira, 16 de abril, a Praça Sensorial da Praça do Pontal, em Palhoça. O local é considerado referência em inclusão, sendo planejado especialmente para atender crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA).

A visita teve como objetivo conhecer de perto o funcionamento da estrutura e avaliar a possibilidade de implantação de um projeto semelhante em Camboriú. A praça sensorial é um espaço público adaptado com estímulos controlados, voltados ao bem-estar, desenvolvimento e inclusão de crianças neurodivergentes. A visita foi guiada pela Coordenadora de Educação de Palhoça, Nil Silveira, formada em Neuropsicopedagogia Clínica Institucional, especialista em TEA, idealizadora do Iluminar Projetos, que visa executar práticas em prol das pessoas dentro do TEA.

Projeto para Camboriú

Durante a agenda, o vereador percorreu o local e observou os equipamentos e a organização do ambiente, que prioriza segurança, acessibilidade e estímulos adequados aos usuários. A iniciativa faz parte de um movimento crescente em diversas cidades brasileiras, que buscam adaptar espaços públicos para atender melhor pessoas com deficiência, especialmente aquelas dentro do espectro autista.

De acordo com Piccoli, a experiência em Palhoça reforçou a necessidade de trazer esse modelo para Camboriú. O parlamentar destacou que o município já enfrenta uma demanda significativa por espaços inclusivos.

“Atualmente, precisamos avançar em políticas públicas que atendam de forma prática as famílias. A praça sensorial é um exemplo de ação que pode gerar impacto direto na qualidade de vida dessas pessoas”, afirmou.

Em Camboriú, o vereador já protocolou um projeto de lei que prevê a criação de uma praça sensorial no município. Além disso, também apresentou indicação para que a estrutura seja implantada no Parque Linear Pastor Cesino Bernardino, um dos principais espaços públicos da cidade. A proposta ainda deve passar por tramitação na Câmara de Vereadores, onde será analisada pelas comissões antes de seguir para votação.

Inclusão e acessibilidade

Foto: Divulgação
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Segundo Piccoli, a intenção é que o projeto não se limite ao município, mas possa servir de modelo para outras cidades de Santa Catarina.

“Inclusão de verdade começa com atitude. Como PCD que sou, levanto as bandeiras da causa, e em Camboriú, enxergo a necessidade mais que urgente de um projeto como esse, para atender a alta demanda de autistas que temos”, declarou o vereador.

As praças sensoriais são projetadas com elementos como pisos táteis, brinquedos adaptados e áreas de relaxamento, buscando oferecer estímulos sensoriais equilibrados. Esses espaços são pensados para evitar sobrecarga e, ao mesmo tempo, estimular o desenvolvimento motor e cognitivo. Especialistas apontam que ambientes adaptados contribuem para a socialização e o bem-estar de crianças com TEA e TDAH, além de oferecer mais segurança para as famílias.

Próximos passos

A possível implantação de uma praça sensorial em Camboriú ocorre em meio ao aumento dos diagnósticos de autismo no Brasil, o que tem ampliado o debate sobre inclusão e acessibilidade. Caso o projeto avance, a cidade poderá se tornar referência regional na criação de espaços públicos inclusivos.

A proposta também reforça a importância de políticas públicas voltadas à diversidade e à garantia de direitos para pessoas com deficiência. A expectativa agora é pela análise do projeto no Legislativo municipal e pela viabilidade técnica para sua execução. Se aprovada, a iniciativa deve representar um novo passo na adaptação dos espaços urbanos às necessidades de toda a população.

Este café foi servido com informações do jornalista Mateus Silva.

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