Caso Orelha

Deputado Marquito trata na PGR sobre federalização do Caso Orelha

Parlamentar esteve em Brasília para acompanhar andamento de pedido que busca transferir investigação para esfera federal.

Redação Café News 13 de abril de 2026

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

A federalização das investigações e do julgamento relativos à morte do cão “Orelha” foi tratada pelo deputado Marcos José de Abreu - Marquito (PSOL) em reunião na Procuradoria-Geral da República, em Brasília, nesta segunda-feira (13). Ele foi recebido pelo chefe de gabinete, Ubiratan Cazetta.

“Estive na PGR para acompanhar o andamento da nossa moção, aprovada na Assembleia Legislativa, que pede a federalização do caso”, informou o deputado. “O pedido já virou processo na PGR, e tanto a nossa moção quanto outras manifestações enviadas sobre o caso foram anexadas e estão sendo avaliadas pela equipe que está montando a tese jurídica. Há uma discussão sobre a competência federal em curso, mas o debate ainda não está encerrado”, explicou o parlamentar. Ele também falou sobre a intenção de conversar pessoalmente com a equipe jurídica da PGR e com a promotoria responsável para apresentar todas as nuances do caso e reforçar os argumentos pela federalização.

O Ministério Público Estadual também segue atuando ativamente no caso, com mais de 90 diligências já realizadas.

Moção

Em janeiro deste ano, o cão comunitário “Orelha” foi vítima de agressão com extrema violência na Praia Brava, em Florianópolis, vindo a óbito em circunstâncias que causaram profunda comoção social na Capital e em todo o País.

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

A Assembleia Legislativa aprovou moção de autoria do deputado Marquito pela federalização do caso para que sejam garantidos a devida isenção, transparência e efetividade na apuração dos fatos. A votação teve 13 votos favoráveis e 10 votos contrários.

Na justificativa da moção, que foi encaminhada ao Procurador-Geral da República, o parlamentar argumentou que a “‘federalização do “caso Orelha” vem sendo reivindicada por ativistas, organizações não governamentais e parlamentares de Florianópolis e de diversas regiões do Brasil, diante de graves indícios de interferência local, possibilidade de impunidade e eventual blindagem dos suspeitos.”

O deputado também destacou, no documento, que houve reiterados questionamentos da imprensa “acerca da atuação das autoridades locais, sugestão de parcialidade de agentes públicos envolvidos, possível coação de testemunhas e desaparecimento de provas técnicas, especialmente registros em vídeo”. E completou que, “diante da gravidade e crueldade do crime, que repercutiu nacional e internacionalmente, bem como das dúvidas quanto à isenção da investigação inicial e à eventual existência de conflito de interesses, mostra-se juridicamente cabível e necessária a transferência da apuração e do julgamento para a esfera federal — envolvendo a Polícia Federal, o Ministério Público Federal e a Justiça Federal — por meio do Incidente de Deslocamento de Competência (IDC), previsto no art. 109, §5º, da Constituição da República Federativa do Brasil de 1988, a fim de assegurar investigação independente, julgamento imparcial e a efetiva responsabilização dos envolvidos.”

Este café foi servido com informações de Assessoria de Imprensa de Marquito.

PUBLICIDADE