Diretor de presídio em SC é denunciado por trocar regalias por picanha e bebidas
Ex-diretor é acusado de receber carne, bebidas e serviços em troca de benefícios ilegais a detento

Um esquema de troca de favores dentro do sistema prisional de Santa Catarina colocou um ex-diretor de presídio no centro de uma denúncia do Ministério Público.
O esquema que veio à tona
Segundo o Ministério Público de Santa Catarina, o ex-diretor do Presídio Masculino de Lages, Rodrigo Barroso, teria concedido uma série de benefícios ilegais a um detento em troca de vantagens pessoais. Entre elas, picanha, whiskies, vinhos e até serviços em uma boate.
Onde tudo aconteceu
O caso foi registrado em Lages, na Serra catarinense, e ganhou força após a deflagração da Operação Carne Fraca, em fevereiro de 2026. A denúncia foi formalizada pelo MPSC e já foi recebida pela Justiça.
Como funcionava
De acordo com a investigação, o então diretor usava o cargo para interferir em procedimentos internos da unidade prisional. Entre os benefícios concedidos ao detento estavam:
- Liberação e facilitação de visitas
- Transferência entre unidades prisionais
- Reversão de sanções disciplinares
- Antecipação de decisões internas
- Remição de pena
- Tentativas de influenciar decisões relacionadas à execução penal
Em troca, recebia vantagens consideradas indevidas, oferecidas pela esposa do preso.
Quem está envolvido

Além do ex-diretor, também foram denunciados o detento e a companheira dele. O Ministério Público aponta que havia uma relação contínua entre os três, baseada em confiança e troca de interesses.
Todos respondem por associação criminosa. Já o detento e a esposa são acusados de corrupção ativa, enquanto o ex-diretor responde por corrupção passiva.
Por que isso importa
O caso expõe fragilidades dentro do sistema prisional e levanta alerta sobre o uso indevido de cargos públicos para favorecer interesses particulares. Situações como essa comprometem a legalidade da execução penal e a igualdade entre os presos.
E agora
Rodrigo Barroso está preso preventivamente desde fevereiro de 2026 e foi exonerado do cargo. O processo tramita em segredo de Justiça, e ainda não houve manifestação da defesa até a última atualização.
Fica de olho
O andamento do caso pode revelar se há outros envolvidos ou possíveis ramificações dentro do sistema prisional catarinense.
Este café foi servido com informações do Ministério Público de Santa Catarina.
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