Corrupção

Diretor de presídio em SC é denunciado por trocar regalias por picanha e bebidas

Ex-diretor é acusado de receber carne, bebidas e serviços em troca de benefícios ilegais a detento

Tihh Gonçalves 23 de março de 2026

Foto: Divulgação/MPSC
Foto: Divulgação/MPSC

Um esquema de troca de favores dentro do sistema prisional de Santa Catarina colocou um ex-diretor de presídio no centro de uma denúncia do Ministério Público.

O esquema que veio à tona

Segundo o Ministério Público de Santa Catarina, o ex-diretor do Presídio Masculino de Lages, Rodrigo Barroso, teria concedido uma série de benefícios ilegais a um detento em troca de vantagens pessoais. Entre elas, picanha, whiskies, vinhos e até serviços em uma boate.

Onde tudo aconteceu

O caso foi registrado em Lages, na Serra catarinense, e ganhou força após a deflagração da Operação Carne Fraca, em fevereiro de 2026. A denúncia foi formalizada pelo MPSC e já foi recebida pela Justiça.

Como funcionava

De acordo com a investigação, o então diretor usava o cargo para interferir em procedimentos internos da unidade prisional. Entre os benefícios concedidos ao detento estavam:

  • Liberação e facilitação de visitas
  • Transferência entre unidades prisionais
  • Reversão de sanções disciplinares
  • Antecipação de decisões internas
  • Remição de pena
  • Tentativas de influenciar decisões relacionadas à execução penal

Em troca, recebia vantagens consideradas indevidas, oferecidas pela esposa do preso.

Quem está envolvido

Foto: Divulgação/MPSC
Foto: Divulgação/MPSC

Além do ex-diretor, também foram denunciados o detento e a companheira dele. O Ministério Público aponta que havia uma relação contínua entre os três, baseada em confiança e troca de interesses.

Todos respondem por associação criminosa. Já o detento e a esposa são acusados de corrupção ativa, enquanto o ex-diretor responde por corrupção passiva.

Por que isso importa

O caso expõe fragilidades dentro do sistema prisional e levanta alerta sobre o uso indevido de cargos públicos para favorecer interesses particulares. Situações como essa comprometem a legalidade da execução penal e a igualdade entre os presos.

E agora

Rodrigo Barroso está preso preventivamente desde fevereiro de 2026 e foi exonerado do cargo. O processo tramita em segredo de Justiça, e ainda não houve manifestação da defesa até a última atualização.

Fica de olho

O andamento do caso pode revelar se há outros envolvidos ou possíveis ramificações dentro do sistema prisional catarinense.

Este café foi servido com informações do Ministério Público de Santa Catarina.

Quem serviu esse café?

Tihh Gonçalves
Tihh Gonçalves

É jornalista no Café News. Serve histórias como café: com calma, no filtro e com o gosto real das coisas. Deixa a pauta decantar antes de escrever, porque acredita que a cultura precisa de tempo, escuta e um olhar menos apressado. Acompanha no fogo baixo e publica quando ferve (e só se valer a pena).

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