Tensão na Câmara

Com plenário lotado, Câmara derruba reajuste salarial e auxílio de servidores em Camboriú

Projetos da prefeitura previam aumento de 5,40% e vale-alimentação de R$ 449, mas foram considerados insuficientes pelos servidores

Tihh Gonçalves 25 de março de 2026

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

A Câmara de Camboriú rejeitou dois projetos da prefeitura que tratavam de reajuste salarial e auxílio-alimentação para servidores municipais. A decisão veio após forte pressão de servidores, que lotaram o plenário em busca de valorização.

Segunda-feira quente

A votação aconteceu na segunda-feira, 23 de março de 2026, em Camboriú. A sessão foi marcada por tensão e participação ativa do funcionalismo público.

O que estava em jogo

Os vereadores analisaram dois projetos:

  • Um previa reajuste de 5,40% nos salários de servidores ativos, comissionados e agentes políticos
  • Também incluía aumento para aposentados e pensionistas
  • Outro propunha vale-alimentação de R$ 449 mensais

Mesmo com base na inflação, os valores foram considerados baixos.

Pressão no plenário

Servidores municipais e o sindicato lideraram a mobilização. A presença em massa no plenário influenciou diretamente o clima da sessão.

Nós estamos aqui lutando por respeito e valorização. As negociações terão que continuar!

O cenário por trás

A decisão escancara um problema maior. Camboriú cresce rápido, mas a receita não acompanha no mesmo ritmo.

O prefeito Leonel Pavan tem buscado ampliar a arrecadação do município, que enfrenta desafios com o aumento da população e limitações orçamentárias.

E agora

Até o momento, não houve resposta oficial da prefeitura sobre os próximos passos. A expectativa é que novas negociações aconteçam ao longo dos próximos dias.

O impasse segue aberto e deve continuar movimentando o cenário político local.

Quem serviu esse café?

Tihh Gonçalves
Tihh Gonçalves

É jornalista no Café News. Serve histórias como café: com calma, no filtro e com o gosto real das coisas. Deixa a pauta decantar antes de escrever, porque acredita que a cultura precisa de tempo, escuta e um olhar menos apressado. Acompanha no fogo baixo e publica quando ferve (e só se valer a pena).

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