Que saudade que a gente tava de você, BC
Um texto sobre saudade, identidade e quando a cidade volta a fazer a gente se sentir em casa

Tem fases que a gente sente antes mesmo de conseguir explicar. A gente anda pela rua e percebe. Conversa com alguém no café, cruza com um artista, vê um palco montado onde antes só tinha silêncio. Balneário Camboriú vive exatamente esse tipo de momento. A cidade voltou a respirar cultura, voltou a ocupar espaços, voltou a se reconhecer nas próprias tradições.
Não é algo que acontece do dia para a noite, mas é impossível não notar para quem anda pelas ruas, observa, escuta e vive a cidade.
Durante alguns anos, a cultura e o turismo ficaram em segundo plano. Tradições foram interrompidas, eventos sumiram do calendário e Balneário Camboriú, conhecida nacionalmente por sua força cultural e turística, perdeu um pouco da própria identidade. Não por falta de talento ou vontade da cidade, mas por escolhas. O que se vê agora é um movimento claro de retomada.
Quando a cidade volta a se encontrar
Balneário Camboriú sempre foi mais do que concreto, praia e temporada. Sempre foi palco, música, feira, encontro, diversidade. Sempre foi gente. Essa essência começa a reaparecer quando a gestão pública entende algo simples, mas poderoso: cultura não é gasto, é investimento. E turismo não se sustenta sem identidade.
A cidade entra em uma fase em que a cultura deixa de ser acessória e passa a fazer parte do planejamento. Não como espetáculo isolado, não como evento pontual para foto, mas como política pública contínua, presente nos bairros, nos eventos e no cotidiano.
Cultura e turismo no mesmo caminho
Um dos sinais mais claros desse novo momento é ver cultura e turismo caminhando juntos. As áreas passaram a conversar, a planejar, a pensar ações que valorizem quem produz, quem vive da arte e quem escolhe Balneário Camboriú como destino.
O resultado aparece rápido.
Está no fortalecimento da economia criativa, na retomada de eventos, na descentralização das ações e no resgate de tradições que estavam adormecidas. A cidade volta a oferecer experiências. Não apenas atrações.
Quem ajuda a construir esse momento
Hoje mesmo eu me peguei ouvindo um bate-papo no rádio. Daqueles despretensiosos, mas cheios de verdade. Laurindo Ramos, Diretor-Geral de Turismo, e Ed Rocha Jr., Diretor-Geral da Fundação Cultural, conversavam animados, quase como quem fala de algo que ama.
Enquanto falavam, dava pra sentir que não se tratava apenas de cargos ou projetos no papel. Eles contavam histórias, dividiam bastidores, celebravam conquistas pequenas e grandes como quem sabe que está ajudando a reconstruir algo maior. Algo que faz sentido pra cidade e pra quem vive nela.
Mais do que funções, existe ali uma visão clara. A de que cultura e turismo precisam caminhar juntos, com diálogo, técnica e sensibilidade. E quando isso acontece de verdade, o efeito é quase imediato. A cidade responde. Se reconhece. E começa, pouco a pouco, a recuperar um protagonismo que nunca deveria ter sido perdido.
Por que isso importa tanto
Quando a cultura é valorizada, a cidade ganha alma. Quando o turismo é bem conduzido, todo mundo ganha. Ganha o morador, ganha o artista, ganha o comércio e ganha a imagem de Balneário Camboriú como um destino completo, vivo e plural.
Esse momento importa porque não fala apenas de eventos ou números.
Fala de pertencimento.
De fazer com que a cidade volte a se reconhecer no que produz e no que apresenta ao mundo.
Continuidade e legado
O sentimento é de continuidade. De que essa fase não seja um ponto fora da curva, mas o início de um ciclo mais longo, estruturado e consistente. Balneário Camboriú mostra que é possível crescer sem perder identidade, avançar sem apagar a própria história.
E quando a cidade se reencontra com ela mesma, o resultado aparece.
Nos palcos, nas ruas e, principalmente, no orgulho de quem vive aqui.
Porque, no fim das contas, cidade boa de viver é cidade que se reconhece. Que valoriza quem cria, quem trabalha, quem acredita. Balneário Camboriú parece ter entendido isso de novo. E que saudade a gente estava de ver a cultura e o turismo deixando de ser discurso e passando a ser prática. O resultado não é apenas evento ou calendário cheio. É identidade recuperada. É orgulho renovado. É a cidade voltando a ser, de verdade, ela mesma.
Que saudade que a gente tava de você, BC.
Sua linda.
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