De negro a branco: a conversão racial de Jorginho Mello
Declaração de raça do governador de SC muda conforme a eleição. O TSE já percebeu.

A declaração de raça do governador de Santa Catarina, Jorginho Mello, variou conforme as eleições e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já tomou nota disso.
A mágica da autodeclaração
Em 2018, quando foi eleito senador por Santa Catarina, Jorginho constava como “pardo” na autodeclaração racial exigida pelo TSE. Já em 2022, ao concorrer ao governo do estado, apareceu como “branco”. As duas informações partiram da mesma fonte: ele mesmo.
A cor que convém
A autodeclaração de raça virou, nos últimos anos, parte da estratégia eleitoral. Como a cor do candidato interfere no cálculo de repasses do fundo eleitoral e em critérios de cota partidária, não são poucos os que mudam de cor conforme a conveniência.
Jorginho, ao que tudo indica, é um deles.
O Jorginho e o sistema
A prática não é isolada. O TSE já reconheceu o aumento de mudanças entre eleições e anunciou que passará a cruzar dados. A intenção é evitar o uso oportunista da autodeclaração. Mas, por enquanto, tudo fica na promessa e a cor da pele segue sendo ferramenta política.
Por que isso não é detalhe
Essa história importa porque escancara o quanto o sistema eleitoral pode ser manipulado até nos critérios mais sensíveis. A cor da pele, que deveria servir para equilibrar desigualdades históricas, virou um campo cinzento onde a identidade se ajusta ao objetivo da campanha.
A conta que ninguém cobra
Jorginho Mello nunca explicou por que era pardo e depois virou branco. Também não foi cobrado por isso. O caso some em meio a uma longa lista de contradições que a política brasileira parece aceitar com naturalidade. Afinal, tudo é permitido desde que a urna aceite.
Pode vir mais por aí
O TSE promete mais rigor nas próximas eleições.
Mas, enquanto isso, a pergunta fica: quantos outros vão seguir o mesmo caminho de Jorginho? E por quanto tempo a cor vai continuar sendo só mais uma estratégia?
Não dá mais pra aceitar isso, né?
Este café foi servido com informações do TSE.
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