Cuidados com abelhas

Balneário Camboriú orienta população sobre presença de enxames de abelhas

Processo chamado de 'enxameação' é natural nesta época do ano e exige cuidados específicos.

Redação Café News 04 de janeiro de 2026

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

A Prefeitura de Balneário Camboriú, por meio da Defesa Civil e da Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semam), orienta a população sobre enxames de passagem de abelhas. A espécie Apis mellifera pode pousar temporariamente em locais como quiosques, lixeiras e estruturas da orla da praia, especialmente nesta época do ano.

De acordo com o diretor do departamento de Licenciamento e Fiscalização Ambiental da Semam, Lucas Wendhausen Pollon, a passagem de abelhas denomina-se como “enxameação”, processo natural de reprodução das colônias da espécie. Trata-se da saída em massa de parte da população da colmeia, que se desloca em busca de um novo local para se estabelecer.

“O termo enxame voador refere-se ao grupo de abelhas durante esse deslocamento, seja em pleno voo ou temporariamente pousado em locais como galhos de árvores, estruturas ou outros suportes. A enxameação ocorre, em geral, durante a primavera e o verão, períodos caracterizados pela maior disponibilidade de néctar e pólen”, explica.

Por estarem em trânsito e ainda sem um ninho definitivo para defender, esses enxames tendem a apresentar comportamento menos agressivo. Porém, a movimentação de pessoas e o calor podem provocar ataques. Por isso, a recomendação é acionar o Corpo de Bombeiros para o isolamento da área e o adequado monitoramento da situação.

Pollon ressalta que a população não deve tentar eliminar o enxame por conta própria.

“Matar abelhas configura crime ambiental no Brasil, conforme a legislação vigente, além de representar grave prejuízo ao equilíbrio ecológico”, pontua.

A remoção do enxame, quando necessária, deve ser feita por equipe especializada, preferencialmente à noite, podendo ser antecipada em áreas sensíveis como a orla.

“Do ponto de vista da Defesa Civil, o principal risco nesses casos é a aproximação indevida das pessoas. Enxames em deslocamento não devem ser tocados, provocados ou fotografados de perto. Movimentação intensa, barulho, calor excessivo e tentativas de remoção por conta própria aumentam o risco de acidentes”, pontua a coordenadora da Defesa Civil de Balneário Camboriú, Jhully Martins.

O que fazer diante de um enxame?

  • Manter a calma;
  • Isolar o local;
  • Acionar o Corpo de Bombeiros pelo 193, informando ponto de referência;
  • Não fazer fumaça próximo ao enxame;
  • Não jogar água;
  • Evitar ruídos e máquinas próximas;
  • Jamais tentar eliminar o enxame.
PUBLICIDADE